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Nossa última grande polêmica no automobilismo mundial foi o caso Renault / Nelsinho Piquet. A scuderia Renault teria mandado o piloto bater no muro, em um local estratégico, no GP de Cingapura, beneficiando o outro piloto da equipe.


Em um circo grande como o da Formula 1 fica muito difícil sabermos realmente o que aconteceu. Ficamos à mercê das notas oficiais divulgadas pela imprensa e na torcida pela inocência do piloto brasileiro. Mas com a poeira baixando podemos parar, pensar e nos colocarmos de todos os lados.

Vamos trazer essa situação para uma realidade mais perto de todos nós: Somos jovens no início da carreira profissional, sonhando com um lugar no concorrido mercado de trabalho. Aí aparece uma vaga em uma conceituada multi-nacional. Após diversas seletivas, provas, testes, etc. somos aprovados.

Primeiro dia de trabalho bate aquele frio na barriga que mal conseguimos tomar um café sem tremer. Algumas semanas depois, já conhecemos melhor nossos colegas de trabalho, mas ainda estamos aprendendo sobre a política da empresa. Então surge uma tarefa importante para qual você é designado. Concordando ou não com os procedimentos dessa tarefa, é a sua carreira que está em jogo.

Aí surge o outro lado: Até onde podemos deixar de lado nossos valores a fim de um crescimento profissional?

Uma equipe de competição é uma empresa como diversas outras. Temos diretores, colaboradores, clientes, fornecedores, etc. Porém essa é uma empresa que trabalha com entretenimento. Então, além de apresentar pessoas como ídolos para o público, todos nós podemos acompanhar as decisões tomadas e as ações realizadas. Por conta disso, esperamos que essas pessoas sejam exemplos de conduta. A conseqüência disso são milhões de juízes exaltando ou condenando uma atitude.

A grosso modo, o que aconteceu na Renault é o mesmo que acontece diariamente em diversas empresas: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.  Agora eu mudo um pouco a minha pergunta: O que você faria para salvar seu emprego?

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