Patrocínio

Na última sexta-feira (20/7) o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo Enéas Scaglione, esteve presente no briefing com os competidores do Campeonato Brasileiro de Rally de Velocidade 2007, durante a 5ª etapa realizada na cidade de Curitiba/PR, no tradicional Rally da Graciosa.

A presença do presidente era aguardada há duas etapas (Erechim e Estação), mas somente foi possível nesta prova. Logo no início Paulo Scaglione se ateve à parte comercial. O presidente preferiu deixar as questões técnicas para os comissários devido as suas limitações sobre o assunto, conforme afirmou.

Para ele o início dos trabalhos na modalidade, como havia prometido em 2006, estava encaminhado e a primeira etapa concluída com a nova rampa de largada, iluminação e caminhão para o transporte dos equipamentos. “Começamos a enfeitar a noiva, agora nossas ações visam patrocínios. Estamos em conversação com petroleiros e fabricantes de pneus”.

Paulo Scaglione demonstrou com palavras a sua frustração no começo do ano com relação a patrocínios, quando no dia 26 de fevereiro embarcou para a Europa para ajudar na decisão da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) em optar pela Michelin ou Pirelli que ofereciam oito e 11 milhões de Euros, respectivamente, para fornecer oficialmente os pneus para WRC (Mundial de Rally) a partir de 2008. “Pensei por 16 horas no avião, que incompetente que sou. Eu não consigo R$ 40 mil para pagar os troféus”.

Segundo Paulo Scaglione, todo o dinheiro fruto das competições são investidos diretamente nos setores de procedência. “No rally não é diferente, não se faz milagre. Por exemplo, o que é recebido na Copa Peugeot é investido no rally como um todo”, afirmou Scagline. “Quanto aos patrocínios, não podemos nos privar de negociar por causa de dois ou três competidores. O que prejudica essa minoria poderá favorecer o coletivo. A CBA não é arrecadadora de verbas e até o final de agosto devemos ter uma definição da relação dos patrocinadores”, declarou após exemplificar o possível contrato com um único fabricante de pneus para a temporada de 2008.

A padronização do visual da competição será publicada para manter as mesmas características em todas as etapas. “Hoje a aparência está muito amadora, se é que podemos chamar de amador”, alfinetou o presidente. “Se quiser que não dê certo, coloca nas mãos dos pilotos que não se chega a lugar nenhum, isso é fato”, declarou. “Sempre falo que o rally é o melhor ambiente no automobilismo, como num relacionamento de marido e mulher entre quatro paredes. Dentro do carro é piloto e navegador”, comparou Scaglione, que assumiu a presidência da Confederação com 2.300 filiados e até o final de 2007 pretende atingir a marca de 7.800.


Paulo Enéas Scaglione

Nascido no Rio de Janeiro (RJ), tem 60 anos (9/10/1946), é advogado com mais de 30 anos de atuação. Scaglione está envolvido com o automobilismo há mais de 37 anos. Atuou como diretor de provas, comissário e secretário de provas.

Em 2001, foi eleito presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e reeleito em 2005 para um novo mandato até 2008. Scaglione também é, atualmente, membro eleito do Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

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